24/10/2017 às 20h52min - Atualizada em 24/10/2017 às 20h52min

Falta água na Aldeia Amambai

Problema vem de longa data

agazetanews

Centenas de famílias indígenas residentes na Aldeia Amambai estão sofrendo com a falta d’água, e em alguns pontos da reserva indígena a água não chega às torneiras há pelo menos 20 dias.

Em muitos casos isso tem obrigado os moradores a se deslocarem por até três quilômetros para buscar água em um riacho que margeia a reserva indígena.

Tal situação gera dois graves problemas, segundo membros da comunidade indígena. Um deles é a situação da água, que não pode ser considerada potável, tendo em vista que em pontos acima de onde algumas famílias coletam, outras usam lavar roupas e até se banhar, deixando dejetos na água, fator que pode propagar doenças, principalmente, mas crianças e outra é que, por conta da distância à ser transportada, a água, geralmente levada por crianças e mulheres, é carregada em pequenos galões devido ao peso.

A comunidade informou que pelo menos uma das escolas da reserva indígena também vem sofrendo com a falta de água, mas caminhões pipas tem buscado manter o abastecimento, ao contrário dos moradores, que não recebem tal beneficio.

A SESAI (Secretaria Especial da Saúde Indígena) disse ter conhecimento do problema de falta d’águia enfrentado pela comunidade indígena mas não apontou solução, pelo menos de forma imediata.

Segundo a direção do Polo do órgão federal em Amambai, a demanda elevada por conta do aumento populacional, aliada ao forte calor dos últimos dias e o mais grave, a queda de produção dos poços artesianos instalados na aldeia, são os fatores que estão provocando a falta de água em boa parte da reserva indígena.

Por conta da diminuição da produção de água deu-se início um sistema de rodízio, com o fechamento de registros de determinados setores para reabastecer outro, mas mesmo com o sistema de rodízio a água acaba não chegando a determinados pontos da reserva indígena, que é bastante extensa.

Uma das soluções, segundo a SESAI, seria colocar em prática um projeto já existente da implantação de um poço artesiano para atender a escola e os moradores da região próxima ao Sertãozinho, mas tal projeto estaria “emperrado” em Brasília.

Segundo a Secretaria Especial da Saúde Indígena, o órgão dispõe de bombas, mas depende da liberação de recursos para a contratação de empresa especializada para perfurar o poço.


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