31/07/2017 às 11h07min - Atualizada em 31/07/2017 às 11h07min

Em breve Amambai contará com mais uma FM

Vem aí Amanda FM

midiamax
São horas em qualquer estrada rural de Mato Grosso do Sul, anos atrás. O ônibus rasga a estrada, enquanto leva trabalhadores para as fazendas. Em meio à poeira que se levanta ainda no escuro, canções do homem sertanejo, do homem caipira, embalam a viagem. Logo a voz do locutor, conhecida entre eles, soa no rádio. É assim o perfil da maioria das cerca de 21 rádios de Mato Grosso do Sul que irão migrar da frequência AM para FM.
 A transição é uma conquista esperada há muito tempo pelos proprietários, mas o desafio, com a melhora do sinal, é manter a tradição popular. As rádios que fazem a transição são as mais antigas de Mato Grosso do Sul, e também, do país.
Público jovem não é fiel
Os desafios e a vontade de agradar ‘a todos’ são contados pelo diretor da Rádio jornal Amambai, Gilberto Pereira. A rádio foi fundada em 1983 e é, segundo ele, a mais ouvida da região Conesul. Amambai, a 352 km da Capital, também é uma das cidades que mais ouvem rádio, segundo o diretor. Agora, Gilberto quer consolidar a rádio para um público da ‘classe B’.
“Até pouco tempo nós tínhamos um convênio e transmitíamos a programação da rádio globo, aí venceu o contrato e nós não renovamos. É um perfil bem popular, quase que sertanejo. O principal público é um público mais adulto. Eu tenho uma outra rádio lá, uma outra FM em Amambai. Porque o sertanejo é um público de mais idade. Agora nós vamos mudar ela todinha, vamos fazer mais pra uma classe B, digamos assim. Tem que mudar o perfil, porque nós vamos fazer uma rádio igual eu faço a outra, porque a maioria das pessoas fazem uma AM dentro de uma FM e nós vamos fazer uma FM dentro de uma FM”.
A melhora do sinal, no entanto, foca no público fiel e adulto, explica ele. Os jovens, opina Gilberto, não formam um público ‘fiel’. “O público jovem não gasta, não é um público fiel, por isso que não faço investimento em rádio em relação a ele. Ele está te ouvindo aqui, tocou uma música em outra rádio ele muda”, comenta. Gilberto explicou que todo o gasto, entre a outorga e os equipamentos, ultrapassam os R$ 600 mil.
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