19/06/2017 às 18h09min - Atualizada em 19/06/2017 às 18h09min

Pistoleiro denuncia plano para executar oficial da PM

O alvo, a tenente-coronel Itamara, é ré confessa por matar marido que era major

campograndenews
No dia 12 de julho do ano passado, a tenente-coronel matou o marido com dois tiros, depois de uma discussão na casa onde moravam. Valdeni chegou a ser socorrido, mas morreu na Santa Casa. A policial afirmou à polícia que foi vítima de violência doméstica. Em depoimento, Itamara relatou que foi agredida com socos e tapas, ameaçada de morte pelo marido e agiu em legítima defesa.
Quase 1 ano depois, o assassinato do major Valdeni Lopes Nogueira, 40 anos, pela mulher, a tenente-coronel Itamara Nogueira Vieira, 45 anos, ocorrido em Campo Grande, tem um novo capítulo. Há 4 meses, a Polícia Militar descobriu que o pistoleiro Robson William da Silva Medina, 26 anos, havia sido contratado para executá-la.
A mãe e a filha dela também seriam mortas, de acordo com relatos do rapaz na época. Ele foi preso em flagrante no mesmo dia pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), ficou quatro meses detido no Presídio de Trânsito e foi solto no dia 3 de junho, após ter sido julgado e inocentado pela Justiça. As mandantes seriam Glória Lúcia Lopes Nogueira e Ângela Lucimar. As duas são ex-cunhadas de Itamara, que moram na cidade de Amambai.
O rapaz afirmou que as execuções haviam sido encomendadas pelas ex-cunhadas da PM . O motivo seria para vingar a morte de Valdeni, irmão das mandantes. Como prova de que havia sido contratado, o rapaz mostrou fotos das três vítimas.
No relatório do inquérito que consta do processo contra o pistoleiro, a delegada Elaine Benicasa informa que o cópias da investigação seriam repassadas à delegacia de Amambai para providências cabíveis.
Segundo o campograndenews, perguntado se o caso está sob investigação, o delegado da cidade, Mikaill Alessandro Gouvea Faria, informou que não recebeu pedido de apuração do caso e que, pelas informações que circulam na cidade, não há prova concreta que incrimine as duas irmãs. “Elas são conhecidas na cidade. São pessoas do bem”.
Campo Grande News tentou falar, por meio de mensagem no Facebook, com Glória e Ângela, mas até o fechamento deste texto não obtido retorno. A reportagem também ligou para o celular de Valdeci Alves Nogueira, 49 anos, irmão das duas mulheres citadas. Porém as ligações não foram atendidas.
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