02/08/2021 às 19h06min - Atualizada em 02/08/2021 às 19h06min

3 mulheres foram vítimas de violência doméstica nesse final de semana em Amambai

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Apesar de todos os esforços dos órgãos de segurança pública, em especial da Polícia Militar, que tem o projeto Mulher Segura (Promuse) e dos órgãos governamentais que promovem campanhas de conscientização sobre a violência doméstica, as mulheres amambaienses seguem sendo violentadas dentro de seus lares. Só neste final de semana, entre os dias 31 de julho e 1º de agosto, três mulheres procuraram a Polícia para denunciar seus algozes.

Primeiro caso

A primeira denúncia foi registrada ainda na tarde do sábado (31) pela vítima, uma mulher de 27 anos. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher ligou para a garnição da Polícia Militar, onde, sussurrando, disse à soldado PM que seu companheiro, um homem de 54 anos, há dias vinha agredindo-a fisicamente e ameaçando-a. Essas agressões intensificaram-se durante o sábado (31) e, por isso, decidiu chamar a Polícia.

Ao chegarem até a residência que a vítima estava, na área rural do município, a guarnição policial encontrou tanto a mulher quanto o agressor na varanda da residência. Ela estava visivelmente acuada, segundo o boletim de ocorrência e contou que dias antes havia sido agredida com tapas no ouvido, socos e chutes, o que resultou em hematomas na região do tórax e pernas, além de estar com a audição do ouvido direito prejudicada. A motivação para a agressão é que o atual marido tem ciúmes do ex da vítima.

Além da vítima e agressor, estavam na residência outras duas pessoas que informaram aos policiais que viram os empurrões e ameaças feitas durante a tarde do sábado pelo agressor. Segundo as testemunhas, em determinado momento o homem disse: "Se você não ficar comigo não vai ficar com ninguém, eu te mato se você voltar com o _____" . O nome do ex-marido da vítima foi preservado.

O autor das agressões, mesmo diante da voz de prisão, disse que não iria com os policiais porque "não havia feito nada de errado", então a Polícia precisou lançar mão de técnicas de imobilização para algemá-lo e colocá-lo dentro da viatura.

A vítima foi encaminhada até o Hospital Regional de Amambai para passar por um exame de Corpo de Delito.

Segundo caso

A outra denúncia também causa náuseas. Uma mulher de 43 anos estava sendo espancada por seu marido, de 51 anos desde a noite da sexta-feira (30) até que não aguentou mais e acionou a Polícia Militar, no final da tarde do sábado (31). O fato aconteceu na vila Cristina.

Ela disse aos policiais que o marido vinha agredindo-a com socos no rosto, onde apresentava inchaço nos olhos e hematomas; chutes nas costelas e também chegou ser agredida com uma paulada na cabeça. Também disse à guarnição da PM que sempre é agredida, mas que nunca teve coragem de denunciar.

O autor da agressão, por sua vez, disse à PM que não lembrava o que o motivou a agredir a esposa porque estava bêbado. Tanto autor quanto vítima foram encaminhados para fazerem exame de Corpo de Delito e a vítima optou por não representar criminalmente contra o autor e nem solicitou medida protetiva.

Terceiro caso

Na noite desse domingo (1º), a Polícia Militar voltou a ser acionada para atender mais uma ocorrência de violência doméstica e ameaça. Desta vez, o fato aconteceu na vila Nossa Senhora Aparecida, em uma chácara na região.

Aos policiais, a vítima contou que o marido, de 43 anos estava ameaçando-a com uma faca e proferindo vários xingamentos na frente de seus filhos. Segundo a vítima, as ameaças de morte são constantes e motivadas pela ingestão de bebida alcoólica aliada ao uso de medicamentos controlados para depressão.

Assim como no caso anterior, a vítima optou por não representar contra o autor e nem solicitar medida protetiva.

Alerta

Os casos aconteceram no sábado e domingo e, essas 3 denúncias, apesar de serem alarmantes, não mostram a realidade, afinal, sabemos que, infelizmente, mesmo sendo vítimas de todo tipo de violência, muitas mulheres ainda não denunciam seus agressores por medo ou dependência financeira. Além disso, há ainda aquelas que, por apego emocional, acabam não representando contra o autor, ficando na iminência de novos episódios violentos.

A gestora da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres (CPPM), Priscila Judice Lemes, em conversa com a reportagem do Amambai Notícias, disse que a CPPM trabalha no intuito de conscientizar as mulheres amambaienses a não aceitarem nenhum tipo de violência, seja moral, psicológica, física, sexual ou material. "Essas três denuncias refletem que as mulheres não estão mais aceitando mais esses atos violência, elas sabem que há uma rede de apoio e que sabem que elas serão ouvidas", disse. E completou: a CPPM trabalha arduamente para fazer com que essas mulheres sejam ouvidas e que se sintam seguras para fazer a denúncia".

 
 

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