31/03/2021 às 10h36min - Atualizada em 31/03/2021 às 10h36min

4 mil vidas: Um ano depois da 1ª morte por covid, velocidade de óbitos é 3,5 vezes maior em MS

31 de março é marcado como o dia em que a primeira pessoa perdeu a vida para a doença no Estado

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Um ano após primeira morte, a velocidade de óbitos aumentou 3,5 vezes em Mato Grosso do Sul. Há exato um ano, o primeiro sul-mato-grossense perdia a vida para o coronavírus. A marca de 1 mil óbitos só foi atingida no dia 9 de setembro, 5 meses depois. Um intervalo bem maior que os 47 dias que levou para MS ir de 3 mil mortes no dia 7 de fevereiro de 2021 a 4 mil registradas no último dia 26 de março.

No dia 31 de março de 2020, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) anunciava a primeira vítima da covid: uma mulher de 64 anos, de Batayporã. De lá para cá, foram 4.220 vidas perdidas para a doença.

Apesar do tempo decorrido, MS enfrente o momento mais delicado da pandemia e a velocidade das mortes é um exemplo disso. Para se chegar nas primeiras 1 mil mortes, passaram 162 dias, ou 5,32 meses. Mais 100 dias depois, no dia 18 de dezembro, estávamos atingindo 2 mil óbitos. Os 3 mil falecimentos foram anunciados no dia 7 de fevereiro, apenas 51 dias depois. Então, o tempo para as próximas mil mortes caiu para 47 dias, chegando a 4 mil em 26 de março.

Para se ter uma ideia da quantidade de mortes, se continuar nesse ritmo, no dia 12 de maio Mato Grosso do Sul alcança a infeliz marca de 5 mil vidas perdidas para a covid.

Conforme os dados oficiais da SES, é possível observar um primeiro pico de mortes em agosto e setembro, que foi o mês dos primeiros mil óbitos. Nos dois meses, foram 919 vidas perdidas, que corresponde a 91% das mortes registradas nos primeiros seis meses de pandemia em MS.

O número de casos continuou aumentando e explodiu em dezembro. Somente no último mês do ano – e o 9º da pandemia – foram 587 mortes. Assim, no dia 18, o boletim da covid apresentava 2.009 mortes. Naquele mês, foram, em média, 19 mortes por dia.

A marca de 3 mil mortes por covid chegou no dia 7 de fevereiro, após recordes de mortes em dezembro e janeiro – que teve 18 óbitos por dia, em média.

Logo no início de março, o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, confirmou a circulação da variante brasileira do coronavírus, a P.1, em MS. A nova cepa tem maior taxa de transmissão, além de carga viral 10 vezes superior, o que  justifica o aumento de casos e de mortes, principalmente do público mais jovem.

Dessa forma, março já é o mês mais mortal da pandemia – até então. Foram 861 óbitos  registrados até o dia 30 de março, com média de 29 mortes por dia, 30% a mais que a média de dezembro.

Vítimas mais jovens

O relato de médicos ouvidos pela reportagem sobre a mudança no perfil das vítimas e da agressividade da variante do vírus é confirmada pelos boletins.

Em dezembro, a porcentagem de óbitos de idosos acima de 60 anos era de 75,3%. Até março, foi verificado aumento de mortes entre o público mais jovem. Os óbitos do público com idade de 50 a 59 anos saltou de 14,2% para 14,8%. Para a faixa etária de 40 a 49 anos também subiu de 6,8% para 7,1% e de 30 a 39 anos aumentou de 2,7% para 3% do total de mortes.

Até então, do público de 0 a 19 anos, havia apenas 4 mortes até o dia 20 de dezembro. O número subiu para 7 em março.

Esperança

Nesse período, a maior esperança da população para acabar a pandemia chegou: a vacinação. A aplicação simbólica ocorreu no dia 18 de janeiro e começou para valer no dia seguinte.

Até então, mais de 290 mil sul-mato-grossenses já receberam ao menos uma dose da vacina. Para os próximos meses, a expectativa é de que o Ministério da Saúde aumente a quantidade de doses enviadas aos estados, permitindo, assim, a aceleração do ritmo de vacinação.

Conforme previsão  do próprio governo federal, em um cenário em que o Ministério da Saúde entregue todas as doses e os acordos previstos com laboratórios sejam firmados, toda a população adulta do país  estará vacinada até dia 31 de dezembro de 2021.

Até que esse dia chegue, a recomendação dos médicos e pesquisadores é de mantermos todas as medidas de biossegurança como o uso de máscara, distanciamento, higiene das mãos e isolamento social sempre que possível.

 

 


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