27/01/2021 às 17h59min - Atualizada em 27/01/2021 às 17h59min

MPF vai apurar casos de tortura após escolha de novo líder na Aldeia Limão Verde

midiamax

Na Aldeia Limão Verde, localizada em Amambai, qualquer questionamento ao atual líder é recebido com torturas físicas e ameaças de morte. Esta semana o caso foi parar no MPF (Ministério Público Federal) em Ponta Porã.

De acordo com relatos de moradores, as situações de violência teriam começado no ano passado, quando a nova liderança indígena foi eleita. De lá para cá, os 3 mil índios que vivem na Limão Verde passaram a viver num clima de ‘tensão’.

“Ontem nós fizemos uma reunião com o Ministério Público para tratar sobre essas situações. Num ano de pandemia, começaram a acontecer vários casos de violência, torturas, ameaças, homicídios, e diante disso, a aldeia se revoltou e agora pede uma nova eleição, para que outro líder indígena seja eleito”, explicou um dos moradores da aldeia.

Além do MPF, autoridades de Ponta Porã, e a Funai (Fundação Nacional do Índio) participaram da reunião realizada nessa segunda-feira. Em 2020, quando tiveram início os relatos de torturas, foi realizada uma reunião com as lideranças da Limão Verde, juntamente com a Polícia Federal, para que os casos de violências cessassem.

No último dia 12 de janeiro, uma mulher de 29 anos procurou a delegacia de Polícia Civil de Amambai, após ter sido espancada por cinco pessoas e ser apontada como ‘bruxa’. Aos agentes, a vítima relatou que estava em casa, quando foi surpreendida pelo bando, formado por cinco mulheres e dois homens. Eles teriam chegado armados com martelo, facão e pedaço de madeira.

A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a Funai (Fundação Nacional do Índio) para saber quais providências estão sendo tomadas em relação às denúncia feitas pelos indígenas, entretanto, até o momento ninguém se manifestou.


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