06/03/2019 às 12h14min - Atualizada em 06/03/2019 às 12h14min

Sem água, indígenas poderão ocupar fazendas em Amambai

agazetanews/vilson nascimento

Há pelo menos cinco anos sofrendo com a falta do recurso mais precioso à vida, a água e com a omissão do Governo Federal, na questão representados pela Funai (Fundação Nacional do Índio) e principalmente da Sesai (Secretaria Especial da Saúde Indígena), a população da aldeia Limão Verde, situada na saída para Tacuru, em Amambai, ameaça adotar uma atitude radical para chamar a atenção das autoridades para a questão.

Em reunião realizada na manhã dessa terça-feira de Carnaval, 5 de março, parte dos moradores da aldeia tomaram uma decisão, inclusive registrada em ata, de invadir propriedades rurais da região e acampar às margens de córregos e nascentes.

Segundo o “capitão” da comunidade indígena, Nelson Castelão, o prazo para começar as ocupações será nesta sexta-feira, 8 de março, caso as autoridades competentes não resolvam o grave problema que a aldeia enfrenta em relação ao abastecimento de água potável.

“Não é isso o que queremos, mas sem água para atender as nossas necessidades básicas estamos sendo obrigados a essa situação”, disse o líder indígena.

Nessa terça-feira (5) mesmo sendo feriado, a Prefeitura de Amambai e a Defesa Civil do município, com apoio de um caminhão pipa cedido por uma empresa  privada, levou água para abastecer parte da comunidade, trabalho que pode perdurar pelos próximos dias.

Em uma reunião realizada a cerca de um mês, o Ministério Público Federal (MPF) teria informado às lideranças indígenas que o Exército Brasileiro iria abastecer a comunidade com o emprego de caminhão pipa até que um novo poço fosse construído.

Procurado nessa terça-feira (5) o prefeito de Amambai, Dr. Edinaldo Bandeira informou à reportagem do grupo A Gazeta que manteve contato com o comando da unidade do Exército, em Amambai e recebeu a informação que o abastecimento requerido pelo MPF era para que os militares abastecessem permanentemente a aldeia com água, fator que não era possível devido as atribuições da organização militar.

O prefeito informou que além da medida paliativa iniciada nessa terça, levando água por meio de caminhão pipa, a administração municipal vai pressionar politicamente os órgãos responsáveis e buscar meios legais para atender a demanda daquela população.


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