19/08/2019 às 08h27min - Atualizada em 19/08/2019 às 08h27min

Pimenta do Reino XXXIX

O segundo repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) para o mês de agosto será creditado na próxima terça-feira (20), nos cofres das prefeituras. A transferência constitucional, comparada com mesmo decêndio do ano anterior, apresentou uma queda de 25,41% em termos nominais, valores sem considerar os efeitos da inflação, segundo atesta  a STN (Secretaria do Tesouro Nacional).
Uma boa oportunidade para prefeituras que estão devendo por aí, começar a pagar. Porque de promessa quem vive é santo.

Não chamem para sentar a mesma mesa o deputado Onevan de Matos e a cúpula do PSDB, muito menos o governador Reinaldo Azambuja, maior liderança do partido em Mato Grosso do Sul.  Os últimos discursos do decano na Assembleia Legislativa sinalizam que o clima não é dos melhores no ninho tucano, podendo piorar até as eleições municipais do ano que vem, quando novas divergências políticas internas certamente se tornarão públicas nos palanques montados na Capital e pelo interior afora. 

Em sua recente passagem por Campo Grande, o polêmico Ciro Gomes tentou emplacar uma candidatura midiática do partido na Capital Morena, mesmo sabendo que o seu grupo político está aos trancos em barrancos, principalmente em Mato Grosso do Sul, por uma série de fatores negativos – um dos quais, por ter sido aliado de primeira hora dos governos petistas de Zeca, Lula e Dilma. Disse que o nome brizolista para enfrentar Marquinhos Trad (PSD) é o do deputado federal Dagoberto Nogueira. 

No mesmo dia da vinda de Ciro Gomes ao Estado, Dagoberto revelou à imprensa local que tem procurando várias lideranças políticas para articular uma candidatura única para enfrentar o staf político da família Trad. Uma delas seria André Puccinelli (MDB), que não vê a hora de sair do sereno político. Analistas políticos, porém, duvidam de uma aliança encabeçada pelo PDT, tendo como coadjuvante o MDB do italiano. 

A soberba abrevia a vida dos políticos. Sobre  eles Santo Agostinho dizia que eles fingem condenar a soberba, mas agem de modo soberbo. Na relação com a imprensa os políticos precisam parar de imaginar que representam a si próprios. Ora! Não interessa a posição de cada um; o poder que exercemos é transitório. Ao final todos  nós iremos para o ‘mesmo lugar’. A imprensa é o elo dos políticos com sociedade cética de seus propósitos . Se a sociedade desconhece  o caráter dos políticos,  cabe à imprensa desnudá-los. Nem todos são o que parecem ser. Acho muito fria a relação de ‘políticos  nariz empinado’ com imprensa.  Mas podia ser bem melhor neste Estado provinciano.

Quando o assunto é eleição, quem precisa e toma a iniciativa é a oposição. Sempre foi assim. Nestas eleições d a regra sábia se mantém: o prefeito adota a mineirice da aparente falta de preocupação sempre com um argumento na ponta da língua. Os adversários ( quais?) admitem que a tática do prefeito focar  só na administração esvazia o discurso eleitoral e prejudica  a oposição que tenta sem êxito o debate crítico. O jogo vai sendo jogado e o prefeito  dissimula bem, minimiza a importância de declarações e fatos . No seu ‘paíol’ ele vai armazenando munição para a batalha onde será o principal protagonista.
 
 Agora, Antonio Palocci o ex-todo poderoso homem forte da cúpula do PT  que mandou de cabo a rabo neste país , é visto pela deputada federal Gleise Hoffmann (PT) como “sem qualquer resquício de credibilidade”.  Esse acordo de delação premiada do ex-ministro – homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF promete!  Os petistas podem continuar negando as propinas, mas as empreiteiras citadas devem ter nas suas planilhas fortes indicativos da rota do dinheiro surrupiado.  Nestas hora lembro aquela frase sem igual do então Ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) pregando a moralidade nos primeiros dias de Governo Lula: “Acabou a roubalheira no Brasil”.  
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O atual prefeito, Dr Bandeira, deve tentar uma vaga de Deputado Estadual nas próximas eleições?

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