23/05/2018 às 20h30min - Atualizada em 23/05/2018 às 20h30min

Pimenta do Reino XXII

“ SÃO TODOS IGUAIS”  
A frase cada vez mais usual pela população reflete com fidelidade – ainda que irônica – a imagem atual dos políticos. Repousa no imaginário popular um comportamento rente ao chão dos políticos, sem exceções que pudessem livrar os personagens sérios, bem intencionados. Aos olhos críticos, a política seria uma extensão do crime organizado.  
 
MUITO RUIM  
Aflora um sentimento de repulsa até naqueles cidadãos de bem, que simplesmente optam em se afastar do processo político, ao invés dele participar para melhorar o seu nível. É a velha história: os competentes e honestos se omitem, abre-se espaço para os picaretas sem compromissos com a sociedade.
 
A GLOBO  mostra no “ O País Que eu Quero” a indignação pelas mazelas dos governantes e as aspirações do brasileiro. Cidadãos de várias cidades de MS já deram seu recado. É tida como certa a gravação de vídeo em frente aos Parques da Vila Cristina e Pandui, em Amambai, mostrando o desperdício do dinheiro público naquelas obras.
 
REJEIÇÃO  Pesquisas recentes para a sucessão estadual  escondem ou minimizam os números da rejeição de candidatos.  Essa leitura do potencial dos concorrentes não é  correta, pois a rejeição é a predisposição negativa do eleitor e de dificílima reversão. É mais fácil ao candidato cair no agrado do eleitor do que se livrar da maligna rejeição.
 
O ELEITOR  esconde flores ou porrete para os candidatos que baterem à sua porta? Os percentuais de intenção de votos só se referem a parcela dos eleitores dispostos ao exercício do voto, sem contar a grande maioria dos consultados que não escolheram nenhum deles – além  daqueles que  anularão o voto ou simplesmente votarão em branco. É aí que porca torce o rabo.
 
O CENÁRIO mudou por vários fatores: descrédito dos políticos tradicionais, rejeição dos partidos de esquerda, a diminuição do período eleitoral e a falta de recursos para  contratações de cabos eleitorais. Abre-se a janela aos postulantes novos com discursos voltados à moral, dignidade, honestidade e outros valores violados pela classe política nos últimos anos. Enfim: o velho marketing político não define mais o vencedor.
 
JUSTIÇA  Quando ela condena ou absolve um político ou agente público, ela também acaba sendo julgada pela opinião pública. Quando por exemplo, absolve-se alguém por influência política ou forças estranhas, a opinião pública tem seu próprio veredito ou leitura com desdenho manifestado nas redes sociais principalmente. Portanto, a absolvição não é passaporte para o bom desempenho eleitoral.
 
ILUSÕES  Não se pode dizer que o país mudou ou vai mudar após os escândalos que frequentam a mídia. Mas a crise financeira que atingiu a maioria da população é um forte componente contra os políticos corruptos e aquele jeitinho (ou jeitão?) de quem rouba mas faz.  Só a democracia não resolve. É preciso uma justiça menos letárgica, mais eficaz e justa (leia-se imparcial).  
 
“Talvez o Brasil já tenha acabado e a gente não tenha dado conta disso.” ( Paulo Francis)
 
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