15/12/2017 às 11h19min - Atualizada em 15/12/2017 às 11h19min

A mais pura verdade sobre a mentira

"Este vestido deixa meus quadris grandes? ", a esposa perguntou ao marido. Ele examina o vestido... hesita... e diz a verdade: "Talvez um pouquinho". A mulher sai da sala, furiosa.

O humor funciona porque reconhecemos a pergunta como um pedido de elogio disfarçado, ou como um teste de amor. Talvez a costureira da mulher fosse incompetente, ou, talvez, ela precisasse perder peso. São mentiras inocentes as mais praticadas. A maioria das pessoas não conta mentiras hitlerianas, mas quase todos obscurecemos a verdade apenas para fazermos os outros, ou nós mesmos, se sentirem melhor.

A mentira, raramente, é uma análise de custo-benefício. Ao contrário, é uma forma de auto-ilusão em que pequenas mentiras nos permitem melhorar nossa auto-imagem.
Mentiras grandes não são assim. Mas elas estão vinculadas ao tempo em que o mentiroso decide se mente ou fala a verdade.

Em uma pesquisa com dados, em que os participantes relatavam a face sorteada sem o professor ver e ganhavam muito dinheiro conforme os números fossem mais altos, ficou constatado que os que tinham pouco tempo para decidir entre a verdade ou a mentira, mentiam. Os que tinham tempo para pensar, falavam a verdade.
Os dois experimentos sugerem que pessoas têm tendência maior de mentir quando o tempo é curto mas, quando o tempo não é problema, elas mentem quando se auto-justificam.

Talvez a esposa não deu o tempo necessário para o marido falar a verdade.
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