09/11/2017 às 20h32min - Atualizada em 09/11/2017 às 20h32min

Câmara desqualificada

Ilustrativa
Reconhecendo que generalizar não é o melhor caminho, somos obrigados a concordar com um determinado vereador que em certa ocasião na legislatura passada disse que seus nobres colegas eram “desqualificados”.
Para quem não sabe, “desqualificado” segundo o dicionário significa – aquele ou aquela que  perdeu a qualificação; que não tem qualificação; que perdeu as qualidades que o recomendavam; inábil.
Se prestarmos atenção nas “matérias” apresentadas pelos vereadores nas sessões Legislativas, não é difícil concluir que o termo usado pelo vereador em questão naquela oportunidade, realmente é adequado mesmo nos tempos atuais.
Senão vejamos, vereadores continuam pedindo para o prefeito construir cobertura em academias de ginástica espalhadas pela cidade; construção de quebra-molas; reforma e manutenção de prédio público, como se isso não fosse obrigação do prefeito; limpeza e reparos em bocas de lobos. Hora meus amigos, vamos e convenhamos, será que eles sabem mesmo qual é a função real de um vereador? 
Para quem não sabe, as funções básicas de um vereador são: trabalhar em função da melhoria da qualidade de vida da população, elaborando leis e desempenhando a função de mediador entre os habitantes e o prefeito. Outra importante atribuição a um vereador é a elaboração da Lei Orgânica do Município. Esse documento consiste numa espécie de Constituição Municipal, na qual há um conjunto de medidas para proporcionar melhorias para a população local. O prefeito, sob fiscalização da Câmara de Vereadores, deve cumprir a Lei Orgânica.
Como podemos observar, nada disso tem sido feito pelos nossos vereadores que entre discursos rasteiros pouco constroem e deixam até entever possíveis desvios de conduta, como o emprego de familiares e correligionários em detrimento de profissionais capacitados, o pagamento de diárias para viagens nem sempre bem justificadas, a “liberação” de dinheiro público para publicidade pessoal, a malversação de verbas maquiando licitações através de cartas convite  e por aí a fora.
A cidade derrama-se em problemas econômicos, educacionais, de saúde pública, limpeza urbana e muitos outros, e os representantes do povo ficam distribuindo farpas, colocando carapuças, coisas inaceitáveis no parlamento constituído por cidadãos escolhidos pelo voto popular, conquistado na maioria das vezes apelando para a ignorância e necessidade alheia, inclusive financeira, prometendo “fazer e acontecer” sem nenhum conhecimento sequer sobre o que “pode e deve” fazer um vereador para bem desempenhar suas funções.
Um cacarejo aqui, outro ali, resulta ovos de répteis, contaminados e venenosos e acreditamos que não foi para esse tipo de comportamento que o eleitorado escolheu seus representantes. 
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